sábado, 23 de outubro de 2010

Como está a sua plantação?


   “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.”

A vida cristã começa com um nascimento, depois com um crescimento até chegarmos à maturidade. Jesus compara esta vida com o plantio de uma semente: "E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa" (Marcos 4.26-29).
Em muitas vezes Jesus usa a figura do plantio para comparar com a vida cristã. O apóstolo Paulo também nesta mesma carta aos Coríntios, capítulo 3, nos versos 6 e 7, escreve: "Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento". Somos como uma plantação do Senhor para que Ele seja glorificado: "A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado" (Isaías 61.3).
O Senhor nos deu a graça de participarmos do plantio e da rega, mas não nos deu a capacidade de fazer nascer nem de fazer crescer; ambas são obras exclusivas de Deus: "Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas" (Eclesiastes 11.5-6). "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito" (João 3.6-8).
Para que a semeadura seja efetiva, é necessário que se use a genuína semente. A boa terra também tem que estar preparada por Deus: "O que semeia, semeia a palavra;... E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem, por um" (Marcos 4.14 e 20). Cristo é a divina semente (I João 3.9), e Cristo crucificado é a semente da Palavra de Deus onde é revelada de fé em fé a Sua sabedoria e a Sua justiça: "E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado" (I Coríntios 2.1-2).
A Palavra de Deus tem a semente para ser plantada, o leite para os recém-nascidos, e também o pão para o alimento, fortalecimento e crescimento: "Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Isaías 55.10-11). "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" (I Pedro 2.1).
Se plantarmos e não regarmos, não haverá crescimento. Se dermos alimento sólido aos recém-nascidos, isto lhes causará problemas sérios: "Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis" (I Coríntios 3.2), mas se mantivermos com leite aqueles que estão crescendo, a atrofia cristã se tornará em grande prejuízo: "Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento" (Hebreus 5.12).
A falta de discernimento sobre este processo de Deus, tem se tornado um grande prejuízo para o seu povo. O grande problema é que querem fazer isto por força do braço e não no Espírito. Alguns que semearam e viram brotar, querem também regar. Outros querem regar onde não foi semeada a boa semente. O problema é que tomam como sendo sua lavoura e não a de Deus: "Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus" (I Coríntios 3.8-9).
A lavoura não é nossa, mas de Deus. Somos sim cooperadores de Deus no plantio e no cuidado com a sua lavoura. Por causa do trabalho de cada um, um dia também participaremos da alegria da ceifa: "E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem" (João 4.36). Todo aquele que coloca um nome nesta lavoura, está confirmando que a propriedade é sua.
Por falta de visão que a lavoura e o edifício são de Deus, os que plantaram e viram nascer cuidam para que outros não toquem em sua lavoura. Criam um vínculo afetivo com o seu plantio e não deixam que outros reguem para que cresçam; mas Aquele que em nós começou a fazer a boa obra, a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus (Filipenses 1.6). Se ainda não entendemos isto, Ele nos fará compreender que não somos de Paulo, ou de Cefas ou de Apolo, mas de Deus. Ele é o arquiteto e edificador dessa obra.
Espero que esta meditação serviu como a boa semente jogada em seu coração e que dê frutos e estes frutos cresçam!
Fiquem com Deus,
Pr. Rivail Delfino

Nenhum comentário:

Postar um comentário